Mulher reage a agressões do marido, o mata com facada e é liberada por legítima defesa em Anápolis
Homem não teria aceitado o fim do relacionamento e agrediu a esposa dentro de casa. Mulher sofreu ferimentos e teve um dos ombros deslocado antes de reagir.
Uma mulher de 43 anos matou o marido após sofrer uma série de agressões dentro da própria residência, no Residencial Morada Nova, em Anápolis, a cerca de 55 quilômetros de Goiânia. O caso aconteceu na manhã de sexta-feira (16 de outubro) e está sendo investigado pela Polícia Civil de Goiás.
Segundo o registro policial, a violência começou depois que a mulher comunicou ao companheiro que desejava encerrar o casamento. O homem, que teria chegado embriagado à residência, não aceitou a decisão e passou a agredi-la.
Durante o episódio, a mulher sofreu ferimentos provocados por uma faca, além de socos e agressões que resultaram no deslocamento de um dos ombros.
Mulher tentou se esconder, mas marido arrombou a porta
De acordo com as informações repassadas às autoridades, a mulher tentou escapar das agressões e se trancou em um dos quartos da residência.
O companheiro, entretanto, teria arrombado a porta e continuado o ataque.
Conforme o relato policial, o homem chegou a bater a cabeça da esposa contra a parede e a ameaçá-la com uma faca.
Diante da situação, a mulher conseguiu pegar outra faca e atingiu o marido na região do peito.
O homem não resistiu ao ferimento e morreu no local.
Mulher acionou a Polícia Militar após o ocorrido
Após o episódio, a própria mulher entrou em contato com a Polícia Militar para comunicar o que havia acontecido.
Quando os policiais chegaram à residência, encontraram o homem sem vida, próximo ao portão do imóvel.
A mulher apresentava lesões no abdômen, ferimentos nas pernas e um dos ombros deslocado, circunstâncias que foram consideradas pelas autoridades durante a análise inicial da ocorrência.
Ela foi encaminhada à delegacia para prestar esclarecimentos e posteriormente liberada para receber atendimento médico.
Polícia considerou indícios de legítima defesa
Após analisar os relatos e as lesões apresentadas pela mulher, a autoridade policial entendeu que havia indícios de legítima defesa e decidiu não realizar a prisão em flagrante.
A decisão levou em consideração as circunstâncias descritas no registro policial, incluindo as agressões sofridas e a tentativa da mulher de se proteger.
O caso continuará sendo investigado pelo Grupo de Investigação de Homicídios (GIH) de Anápolis, responsável por esclarecer a dinâmica dos acontecimentos.
A liberação da mulher não significa que a investigação esteja encerrada. A conclusão sobre eventual responsabilidade criminal dependerá da apuração e das decisões das autoridades competentes.
O episódio chama a atenção para a gravidade da violência doméstica e os riscos enfrentados por mulheres que tentam encerrar relacionamentos marcados por agressões.