Mesmo sem reeleição, Coronel Adailton pode assumir cargo de destaque na Alego ou no Governo de Goiás
Deputado estadual conta com articulação entre parlamentares do PRD e Solidariedade e apoio de Bruno Peixoto para permanecer no cenário político em 2027
O deputado estadual Coronel Adailton (Solidariedade) poderá continuar ocupando uma posição de destaque na política goiana a partir de 2027, mesmo após não conseguir a reeleição para a Assembleia Legislativa de Goiás (Alego).
Segundo informações publicadas pelo jornal Folha Z nesta segunda-feira (26), um acordo político entre integrantes da Federação Renovação Solidária, formada pelo PRD e pelo Solidariedade, busca garantir espaço aos parlamentares que ficaram na suplência nas eleições de 2026.
Entre as possibilidades discutidas está a indicação de Coronel Adailton para a Diretoria-Geral da Assembleia Legislativa ou para um cargo de primeiro escalão no Governo de Goiás.
Até o momento, entretanto, não existe definição oficial sobre o futuro político do deputado.
Bruno Peixoto apoia permanência de Adailton
De acordo com a reportagem, Coronel Adailton conta com o aval do atual presidente da Alego, Bruno Peixoto (União Brasil), eleito deputado federal nas eleições de outubro.
O apoio de Bruno é considerado um elemento importante nas articulações para manter Adailton em uma função de destaque na próxima legislatura.
Atualmente, Coronel Adailton também ocupa o cargo de primeiro-secretário da Mesa Diretora da Assembleia Legislativa.
Uma das possibilidades em discussão é sua nomeação para a Diretoria-Geral da Casa, função administrativa responsável por coordenar atividades internas e auxiliar na gestão dos serviços legislativos.
Outra alternativa seria sua participação na estrutura do Governo de Goiás, comandado por Daniel Vilela (MDB).
Nenhuma das hipóteses foi formalizada até agora.
Acordo envolve sete parlamentares da federação
A articulação não beneficia exclusivamente Coronel Adailton.
O entendimento político envolve sete deputados que disputaram a reeleição pela Federação Renovação Solidária, dos quais três conquistaram novos mandatos e quatro ficaram na suplência.
Foram reeleitos Anderson Teodoro (PRD), Alessandro Moreira (PRD) e Wagner Neto (Solidariedade).
Já Cristiano Galindo (Solidariedade), Cristóvão Tormin (PRD), Júlio Pina (Solidariedade) e Coronel Adailton (Solidariedade) não conseguiram a reeleição.
O objetivo do grupo é preservar a participação política dos quatro suplentes, buscando oportunidades na estrutura administrativa da Assembleia Legislativa e do governo estadual.
Wagner Neto confirma entendimento político
Em entrevista à Folha Z, o deputado estadual reeleito Wagner Neto confirmou a existência de um acordo entre os sete integrantes da federação.
Segundo ele, os parlamentares haviam estabelecido previamente o compromisso de buscar espaço para aqueles que não fossem reeleitos.
Wagner afirmou que pretende trabalhar para que os quatro suplentes continuem participando da estrutura política e administrativa do Estado.
O deputado também ressaltou que os votos recebidos pelos integrantes da federação devem ser considerados nas negociações.
Apesar da confirmação do entendimento, Wagner Neto explicou que os cargos ainda não foram definidos.
Futuro político de Adailton segue em negociação
Com o encerramento da atual legislatura se aproximando, Coronel Adailton permanece entre os nomes que poderão ocupar funções estratégicas na administração pública estadual.
A eventual indicação para a Diretoria-Geral da Alego dependerá das decisões da próxima gestão da Assembleia, enquanto uma possível nomeação para o Executivo estadual dependerá do Governo de Goiás.
As articulações também ocorrem em meio às negociações para a formação da nova Mesa Diretora da Assembleia Legislativa.
Por enquanto, o acordo confirmado entre os parlamentares representa uma tentativa de manter os integrantes da federação politicamente ativos, mas não garante nomeações.
A definição sobre o futuro de Coronel Adailton deverá ocorrer conforme avançarem as negociações para a próxima legislatura.