Grávida com morte cerebral é mantida viva à força e família vive drama
Mulher foi ligada a aparelhos para tentar manter bebê vivo, mesmo após diagnóstico de morte cerebral
Foto: Divulgação
Uma mulher com morte cerebral foi mantida viva por meses através de aparelhos, com a intenção de salvar o bebê que ela esperava. O caso gerou revolta e sofrimento na família, que não pôde decidir pela retirada do suporte vital, mesmo diante das baixas chances de sobrevivência do feto.
Adriana Smith, de 30 anos, foi hospitalizada com fortes dores de cabeça e, após exames, teve morte cerebral confirmada. Na época, ela estava com apenas nove semanas de gravidez. Por causa da legislação rígida que proíbe aborto após batimentos cardíacos do feto, os médicos decidiram manter a gestação até, pelo menos, 32 semanas.
A mãe da gestante contou que tem visitado a filha acompanhada do neto pequeno e considera a situação uma tortura. Especialistas dizem que não há registros de bebês saudáveis nascidos em casos semelhantes, o que aumenta a polêmica em torno da decisão.
Enquanto autoridades estaduais afirmam que a lei não obriga o suporte vital nesse tipo de caso, defensores da legislação dizem que a vida do bebê deve ser protegida. O drama reacende discussões sobre autonomia da mulher e limites do tratamento médico em contextos de leis antiaborto.