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Goiânia

Caso das pacientes mutiladas em Goiânia chega a 24 vítimas e polícia prende suspeita de fornecer medicamentos

Redação
Caso das pacientes mutiladas em Goiânia chega a 24 vítimas e polícia prende suspeita de fornecer medicamentos

Mulher investigada por abastecer fisioterapeuta com produtos irregulares foi presa durante operação da Polícia Civil. Duas pacientes continuam internadas com lesões gravíssimas.

A Polícia Civil de Goiás prendeu, na terça-feira (20), uma mulher suspeita de fornecer medicamentos e substâncias utilizadas em procedimentos estéticos realizados pela fisioterapeuta Magda Oliveira da Silva, investigada por provocar lesões graves e deformações em pacientes de Goiânia.

O caso ganhou um novo desdobramento após o número de vítimas que registraram ocorrência chegar a 24 mulheres. Dessas, duas permanecem internadas em decorrência de complicações consideradas gravíssimas.

Durante a operação, os investigadores encontraram medicamentos injetáveis, toxinas botulínicas e outros produtos de procedência estrangeira. Segundo a polícia, parte dos materiais apreendidos não possuía a regularização sanitária exigida para comercialização no Brasil.

Suspeita afirmou ter comprado medicamentos no Paraguai

A prisão aconteceu durante o cumprimento de um mandado de busca e apreensão na residência da investigada.

No imóvel, os policiais encontraram ampolas de medicamentos, seringas, toxinas botulínicas e perfumes importados. Alguns dos produtos estavam armazenados junto a alimentos.

Questionada sobre a origem dos materiais, a mulher afirmou que havia adquirido os medicamentos no Paraguai e não possuía notas fiscais que comprovassem a compra.

A Polícia Civil também identificou indícios de uma atividade comercial envolvendo negociação de preços, pagamentos, controle de estoque e organização de entregas.

A suspeita, que não teve o nome divulgado, foi presa em flagrante por possível comercialização e armazenamento para venda de produtos medicinais sem o registro sanitário exigido, conforme o artigo 273 do Código Penal.

Os materiais apreendidos serão encaminhados para perícia, que deverá verificar a composição, a autenticidade e as condições de armazenamento dos produtos.

Fisioterapeuta está presa desde setembro

Magda Oliveira da Silva foi presa preventivamente em 21 de setembro, após denúncias de pacientes que relataram complicações graves decorrentes de procedimentos estéticos realizados em Goiânia.

Entre os problemas investigados estão queimaduras, infecções, necrose, cortes profundos e perda de tecidos em diferentes regiões do corpo.

Algumas pacientes relataram lesões nas regiões íntimas, além de complicações em procedimentos faciais, glúteos e mamários.

Segundo a investigação, determinadas intervenções teriam ultrapassado os limites legais e técnicos da atuação profissional, envolvendo cortes e retirada de tecidos.

Na fase inicial da operação, sete vítimas haviam sido identificadas. Com o avanço das investigações, o número de mulheres que procuraram a polícia chegou a 24.

Duas mulheres continuam internadas

A gravidade das lesões é um dos principais pontos da investigação.

Duas pacientes permanecem hospitalizadas devido às consequências dos procedimentos estéticos. A Polícia Civil classifica os ferimentos como gravíssimos.

Uma das vítimas já havia relatado publicamente que sofreu queimaduras, infecção e necrose após uma intervenção na região íntima. Ela também afirmou que poderia precisar de cirurgia reparadora e que enfrentava dificuldades físicas e emocionais depois do procedimento.

As autoridades investigam se os medicamentos e substâncias fornecidos pela mulher presa nesta nova operação foram utilizados nos atendimentos denunciados. Ainda não há conclusão pericial sobre a relação entre produtos específicos e as lesões sofridas pelas pacientes.

Polícia investiga possível rede de fornecimento irregular

A nova fase da investigação é conduzida pela 7ª Delegacia Distrital de Polícia de Goiânia, com apoio do Grupo Especial de Investigações Criminais (GEIC).

O objetivo é esclarecer a origem dos medicamentos, identificar outros possíveis envolvidos no fornecimento e verificar a regularidade dos produtos utilizados nos procedimentos.

A defesa de Magda informou ao jornal O Popular que apresentou um pedido de habeas corpus, ainda em análise, e que não comentaria os novos desdobramentos. A defesa da mulher presa na terça-feira não havia sido localizada pelas reportagens consultadas.

As investigações continuam, e as responsabilidades individuais ainda dependem da conclusão dos procedimentos policiais e judiciais.

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