Homem revela como falsificava whisky e vendia garrafas por até R$ 60 em Goiânia; polícia apreende 600 unidades
Laboratório clandestino funcionava em uma residência no bairro Real Conquista. Suspeito utilizava bebidas mais baratas, garrafas de marcas conhecidas e rótulos falsificados para enganar consumidores
Uma operação da Polícia Militar de Goiás revelou um esquema de falsificação de bebidas alcoólicas no bairro Real Conquista, na região sudoeste de Goiânia. Durante a ação, realizada na quinta-feira (15), equipes das Rondas Ostensivas Táticas Metropolitanas (Rotam) apreenderam aproximadamente 600 garrafas de whisky falsificado, além de materiais utilizados na preparação e comercialização dos produtos.
Um homem foi conduzido à delegacia após a descoberta do laboratório clandestino. Em um vídeo divulgado pelos policiais, ele explica como funcionava o esquema e revela que comercializava as garrafas por valores entre R$ 50 e R$ 60.
Segundo a Polícia Militar, a apreensão provocou um prejuízo estimado em R$ 50 mil à atividade criminosa.
Suspeito comprava bebidas baratas e vendia como whisky de marcas mais caras
O esquema chamou a atenção pela forma como os produtos eram apresentados aos consumidores.
De acordo com o relato registrado em vídeo, o homem adquiria bebidas alcoólicas de marcas mais baratas, que custavam aproximadamente R$ 15 e R$ 28.
Posteriormente, utilizava o conteúdo dessas bebidas em garrafas de whisky de marcas mais caras, alterando a apresentação dos produtos para fazê-los parecer originais.
As embalagens recebiam rótulos, lacres e selos que simulavam os utilizados pelas marcas comercializadas no mercado.
Depois de preparadas, as garrafas eram vendidas por preços entre R$ 50 e R$ 60.
Durante a gravação, o homem também afirmou que não acrescentava água às bebidas. A declaração, entretanto, não comprova a composição nem a segurança dos produtos apreendidos.
Polícia descobriu laboratório após abordagem de veículo suspeito
A descoberta aconteceu durante um patrulhamento realizado por equipes da Rotam.
Os policiais abordaram um veículo considerado suspeito e encontraram garrafas de whisky e rótulos avulsos no interior do automóvel.
A situação levantou suspeitas sobre a procedência das bebidas.
Após a abordagem, os militares realizaram diligências e chegaram a uma residência no bairro Real Conquista.
No imóvel, encontraram uma estrutura utilizada para preparar e embalar as bebidas falsificadas.
Entre os materiais apreendidos estavam aproximadamente 600 garrafas cheias, recipientes vazios, rótulos, selos e lacres.
O material foi recolhido, e um homem foi encaminhado à delegacia para os procedimentos legais.
Operação causou prejuízo estimado em R$ 50 mil
Segundo a Rotam, a apreensão das bebidas e dos materiais utilizados no esquema representou um prejuízo estimado em R$ 50 mil à atividade clandestina.
A investigação deverá esclarecer a origem dos produtos, os responsáveis pela operação e a possível distribuição das bebidas em estabelecimentos comerciais.
Até o momento, não foram divulgadas informações confirmadas sobre os locais onde os produtos eram vendidos ou a existência de outros envolvidos.
Também não há confirmação de consumidores que tenham apresentado problemas de saúde relacionados especificamente às bebidas apreendidas.
Whisky falsificado pode representar riscos à saúde
A comercialização de bebidas alcoólicas falsificadas representa um risco para os consumidores, principalmente porque não existe garantia sobre a procedência, a composição e as condições de armazenamento dos produtos.
Mesmo quando o conteúdo é proveniente de outra bebida industrializada, a troca de embalagens e a manipulação clandestina comprometem a rastreabilidade e a segurança do produto.
A Polícia Militar orienta os consumidores a verificar a procedência das bebidas, observar possíveis irregularidades nas embalagens e desconfiar de preços muito inferiores aos praticados no comércio.
É importante destacar que a presença de lacres e selos não garante, isoladamente, a autenticidade de uma bebida, já que esses elementos também podem ser falsificados.
O caso segue sob apuração das autoridades competentes.