Beijo pode transmitir alterações ligadas à ansiedade e depressão, indica estudo com casais
Pesquisa identificou mudanças na microbiota oral e nos níveis hormonais de parceiros saudáveis após seis meses de convivência
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Pesquisa publicada na revista Exploratory Research and Hypothesis in Medicine aponta que o beijo pode ser um vetor indireto de sintomas de ansiedade, depressão e distúrbios do sono. A descoberta veio após análise de 1.740 casais em clínicas de Teerã, no Irã.
Casais com um dos parceiros adoecidos apresentaram mudanças significativas na saliva e na microbiota do parceiro saudável ao longo de seis meses. As alterações incluíram o aumento de bactérias como Clostridia, Veillonella e Lachnospiraceae — associadas a transtornos neurológicos — e o crescimento dos níveis de cortisol, hormônio ligado ao estresse.
O estudo sugere que, devido à troca contínua de microbiota oral entre parceiros íntimos, o acompanhamento clínico de quadros mentais deveria considerar o casal como unidade de tratamento. As mulheres foram identificadas como as mais suscetíveis às mudanças observadas.